ORIENTAÇÕES QUANTO AOS SISTEMAS
DE IDENTIFICAÇÃO DISPONÍVEIS
1.
SISTEMAS DE IDENTIFICAÇÃO
Os
dispositivos de identificação,
sejam eletrônicos ou convencionais,
que são utilizados com o número
do SISBOV não podem ser reaproveitados.
Sistema
convencional sugerido:
1.
Brincos convencionais de cabeça fechada
(invioláveis) onde são gravados
o código de barras com o número
SISBOV do animal e em números humano-legíveis
o número de manejo do animal na propriedade.
2.
Marcação a fogo do número
de manejo do animal na propriedade.
2)
IDENTIFICAÇÃO ELETRÔNICA
Com
função principal de otimizar
a coleta de dados e sendo o mais moderno
conceito em identificação
animal utilizado atualmente no mundo, o
sistema adota dois métodos:
1.
Transponder ou microchip:
Composto de um transmissor (leitor) e de
um receptor (transponder). Este último
colocado no animal. Os dados são
coletados por meio de pulsos eletro-magnéticos.
2.
Código de Barras:
Seqüência numérica gravada
em brincos convencionais, onde a leitura
é feita por um leitor manual (scanner
de mão).
Solução de baixo custo para
a implantação do gerenciamento
eletrônico.
Tipos
de transponder ou chip:
1.
Transponder subcutâneo injetável;
2. Bolus intrarruminal com introdução
via oral;
3. Brinco eletrônico.
Características:
O transponder ou microchip possui um código
de 128 bits que transmite um número
de até 20 caracteres, em conformidade
com a norma internacional de Identificação
Eletrônica de Animais (norma ISO nº
11.784) e a norma nacional de Identificação
Eletrônica de Animais (NBR 14.766
da ABNT) que determina a qualidade e o tipo
do material empregado em sua construção,
visando a segurança do animal e do
produto final.
Isto significa que qualquer leitor instalado
conforme este padrão (leitor universal)
fará a leitura das informações
gravadas no chip, o que garante o fluxo
fiel das informações sobre
o animal. O resultado final deste sistema
será um controle gerencial totalmente
automatizado.
O chip, por possuir uma pequena bobina,
gera sua própria energia quando estimulado
pelo leitor, dispensando baterias.
Tipos
de leitores:
1.
Leitor em painel: Para ser utilizado no
brete, o leitor lê o dispositivo quando
o animal passa por ele. Na configuração
padrão, este sistema faz a leitura
até 1,5 metros de distancia.
2.
Leitor em bastão: Para uso remoto
e de uso manual. Este sistema faz a leitura
até 30 centímetros de distancia.
Software
de gerenciamento:
Deverá
ser feita a verificação se
o software de gerenciamento já utilizado
em sua propriedade possui interface de comunicação
com o formato de informações
transmitidas pelo sistema de identificação
eletrônica. Esta verificação
deverá ser feita junto ao desenvolvedor
de seu software.
3)
IDENTIFICAÇÃO ELETRONICA X
SISBOV
Como
o Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento ainda não emitiu
especificações quanto ao tipo
de identificadores a serem utilizados, pode-se
utilizar qualquer meio de identificação
interna ou externa que contenha o número
do SISBOV aplicado de forma segura e inviolável.
Nos
países onde os programas oficiais
de rastreabilidade definem o tipo de sistema,
adota-se o brinco eletrônico com cabeça
fechada (inviolável).
Os
dispositivos de identificação,
internos ou externos, que são utilizados
com o número do SISBOV não
podem ser reaproveitados. Esta restrição
torna o custo de reposição
do sistema de identificação
eletrônica extremamente elevado, visto
que a própria tecnologia empregada
na construção do dispositivo
impede sua regravação.
Sistema
eletrônico sugerido:
Para
garantir um sistema gerencial automatizado
e como solução de redução
de custos de reposição, sugerimos
utilizar um sistema de brincagem dupla,
como se segue:
1.
Um brinco eletrônico de cabeça
aberta (reaproveitável) para o uso
gerencial, e
2.
Um brinco convencional de cabeça
fechada (inviolável) com o número
SISBOV do animal gravado em código
de barras.
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